Vol. 45 (2025)
Comentarios de jurisprudencia

O alcance do limite ao direito conferido ao titular da marca decorrente do uso referencial daquele sinal: comentário do Acórdão do TJUE, de 11 de janeiro de 2024, proferido no proc. C-361/22, no caso «Zara»

Maria Miguel Carvalho
Professora Associada com Agregação da Escola de Direito da Universidade do Minho

Publicado 2025-11-24

Palabras clave

  • Violação da marca,
  • uso referencial da marca,
  • Diretiva de Marcas

Cómo citar

Carvalho, M. M. (2025). O alcance do limite ao direito conferido ao titular da marca decorrente do uso referencial daquele sinal: comentário do Acórdão do TJUE, de 11 de janeiro de 2024, proferido no proc. C-361/22, no caso «Zara». Actas De Derecho Industrial, 45, 333–344. https://doi.org/10.37417/ADI/45_2025_301

Resumen

 

 No presente comentário analisa-se a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça da União Europeia no caso «Zara», relativo ao uso referencial da marca. Incide-se, em especial, na apreciação da alteração legislativa registada no Direito Europeu de Marcas neste ponto relativamente à solução que se encontrava consagrada na anterior Diretiva de Marcas, que ampliou a referida previsão normativa. 

Para o completo enquadramento da norma legal são ainda referidos, brevemente, os requisitos da violação da marca, por um lado e a compatibilização da tutela da marca de prestígio com o pressuposto do limite decorrente do uso referencial da marca —a conformidade com as normas e os usos honestos em matéria industrial ou comercial—, por outro. 

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Citas

  1. Bohaczewski, Michal (2020), «Conflicts between trade mark rights and freedom of expression under EU Trade Mark Law: reality or illusion?», IIC, 51 (2020), págs. 856-877.
  2. Carvalho, Maria Miguel (2021), «Artigo 249.º», in: AA.VV., Código da Propriedade Industrial Anotado, Almedina, Coimbra, págs.962-972.
  3. Carvalho, Maria Miguel (2023), Quo Vadis Direito de Marcas? Reflexão sobre a necessidade de redimensionamento do seu alcance a partir da tutela da marca de prestígio, Almedina, Coimbra.
  4. Carvalho, Maria Miguel (2024), «Violação e uso referencial da marca – Comentário do Acórdão, de 25 de janeiro de 2024, do Tribunal de Justiça da União Europeia, proferido no proc. C-334/22, caso «Audi»», Revista de Direito Intelectual 2 (2024), págs 235-252.
  5. Cruz González, M. (2025), «Sentencia del Tribunal Supremo (Sala de lo Civil) n.º 485/2024, de 10 de abril de 2024 [Roj: STS 1906/2024 - ECLI:ES:TS:2024:1906]: El uso de la marca ajena en ofertas y campañas promocionales constituye una infracción de marca», AIS: Ars Iuris Salmanticensis12(2), págs. 194–199 (https://revistas.usal.es/cuatro/index.php/ais/article/view/32254).
  6. García Vidal, Ángel (2002), «El uso de la marca ajena con una finalidad diferente a la de distinguir productos o servicios», ADI, 23, págs. 337-361.